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Dizem por aí que conhecemos, verdadeiramente, alguém não por suas ações, mas pelas reações. Enquanto as ações são tomadas, ou pelo menos deveriam ser, de maneira racional e consciente, as reações nascem do conjunto daquilo que, realmente, move nosso ser. As ações até podem encobrir, mas, em geral, as reações descobrem. Algumas reações conquistam, outras repelem. Algumas reações são movidas por Deus, outras movidas pelo inferno. Algumas reações agradam a Deus, outras trazem grande indignação. Vamos meditar em algumas reações bíblicas e nos deixar ensinar por elas.

No Antigo Testamento: Reagir é uma resposta prática ao estímulo de outra pessoa ou até mesmo de nossos pensamentos e vontades. Mas qual é a reação que pode ser traduzida como bíblica? Vamos aprender com Abraão que, reagir biblicamente, diante de pedidos inusitados e perguntas provocativas enfrentadas diariamente, nos aprimora em obediência e fé, e nos permite experimentar a provisão e incontáveis bênçãos vindas da parte do Pai.

No Novo Testamento: Quando olhamos para os discípulos de Jesus, percebemos diferentes formas de reação. Pedro e Judas, por exemplo, reagiram de maneira diferente na prisão de Jesus. Pedro negou, Judas traiu. Pedro, tomado de arrependimento, chorou amargamente (Mateus 26.75). Judas, invadido por remorso, saiu e se enforcou (Mateus 27.5). Um aprendeu e cresceu, o outro colocou um ponto final. Então, vamos entender de que forma podemos reagir, biblicamente, para avançarmos na maturidade espiritual.

No Antigo Testamento: Imagine-se, desde pequeno, sendo chamado pela própria mãe, pelos irmãos, amigos e vizinhos de “dor”, “sofrimento”, “aflição”, “agonia”. Fácil imaginar que esse tipo de bullying podia ter gerado revolta, ou profundo desprazer, pois, na cultura judaica, o nome representa uma marca na vida que pode vir a traduzir o caráter da pessoa. Ao invés de reagir de forma fatalista e negativa, a curta passagem de 1 Crônicas 4.9-10 apresenta um personagem que nos ensina como podemos reagir, biblicamente, quando a vida parece desfavorável desde nosso nascimento.

No Novo Testamento: Nossa vida é, invariavelmente, invadida por situações inesperadas e, muitas vezes, nada agradáveis. Isso não é uma prerrogativa dos tempos atuais, como podemos observar ao lermos a história de Paulo e Silas na prisão (Atos 16.19-40). Eles estavam na Macedônia em obediência a um chamado de Deus, pregando o evangelho e expulsando demônios. De repente, foram levados aos magistrados, acusados falsamente, humilhados, açoitados e presos. Surpreendente foi a reação que tiveram: oraram e louvaram, sendo testemunho na vida de todos os presos, foram bondosos e misericordiosos com quem não merecia e se posicionaram com firmeza perante as autoridades que os prenderam injustamente. Reagir, biblicamente, nas adversidades é um privilégio para quem é cheio do Espírito Santo, inclusive nos dias atuais.

O jeito de reagir diante das diversas situações da vida nos faz avançar ou regredir, agregar ou separar, construir ou destruir. Dependendo de como reagimos seremos considerados sábios ou néscios, prudentes ou negligentes, ponderados ou impulsivos. Ninguém há, na Bíblia, tão sábio em suas reações como Jesus, que sempre soube quando falar ou ficar em silêncio, quando esperar ou avançar, quando ser terno ou firme. Que o Espírito Santo encha nossa vida a ponto de nos fazer reagir biblicamente.

Camila Zemuner, Cibele Montosa, Daniel Zemuner, Rodolfo Montosa

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