Conteúdo e Mídia

Mensagens

Perguntas promovem reflexões, provocam respostas, estimulam reações, tiram da zona de conforto, demandam conhecimento, exigem conteúdo, lastro, consistência, profundidade, verdade. Não à toa, em todo o processo de nosso aprendizado formal, desde o primeiro ano do ensino fundamental até às bancas mais exigentes das universidades, somos submetidos a perguntas. Jesus fez perguntas com essa mesma motivação de provocar consciência e amadurecimento. Vejamos mais algumas de suas preciosas perguntas.

O que vocês estão procurando? Quando João Batista aponta para Jesus, dois discípulos que estavam com ele, imediatamente, passam a segui-lo (João 1.35-42). Ao perceber que estão seguindo-o, Jesus pergunta gentilmente: O que vocês estão procurando? (João 1.38 – NAA). Notem que ele não pergunta quem vocês estão procurando, mas o quê? A resposta e subsequentes atitudes desses dois discípulos nos revelam o que eles, realmente, estavam procurando e, como não só encontraram, mas também compartilharam. E você e eu, o que estamos procurando em Jesus? O que, realmente, queremos?

Onde estão seus acusadores? Apanhada em adultério, a mulher sabia que estava em apuros (João 8.1-11). Os mestres da lei e os fariseus estavam prontos para acusá-la e a colocaram em pé no meio de todos. Quanta vergonha! Ao ser acusada, Jesus diz: Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher! (João 8.67 – NTLH). Aos poucos, todos saíram. Jesus, cheio de misericórdia, se dirige à mulher e pergunta: Mulher, onde estão eles? (João 8.10 – NTLH). Os acusadores foram embora. Ficaram apenas a pecadora e seu libertador. Diante do tribunal dos homens, Jesus não a condenou e, publicamente, lhe restaurou a dignidade, pois sempre terá a última palavra sobre nós. Aleluia!

Nem uma hora? Estavam no jardim do Getsêmani, nome que significa “prensa de azeite”, local de esmagamento para retirada do suco da fruta (Mateus 26.36-46), do tipo de fazer Jesus suar sangue (Lucas 22.39-44). O que ele queria? Amigos por perto (João 15.15). Infelizmente, seus amigos caíram em sono profundo: sono físico, não viram nem ouviram; sono emocional, não perceberam nem sentiram; sono espiritual, não discerniram nem compreenderam. Nem uma hora. Não qualquer hora, mas a última hora. Quanto a nós, estamos dormindo? Queremos acordar?

Crês nisto? Quando passamos por situações que fogem totalmente nosso controle ou possibilidade de ação somos invadidos por medo, tristeza e dúvidas. Assim estava o coração de Marta em João 11.17-27, pois já havia quatro dias que seu irmão Lázaro fora sepultado. É diante dessa situação que a sua fé foi despertada com uma poderosa pergunta. Como está nosso coração hoje diante das adversidades? Cristo se revela mais uma vez como a ressurreição e a vida. Crês nisto?

Essas perguntas continuam sendo feitas para nós: O que vocês estão procurando? Onde estão seus acusadores? Nem uma hora? Crês nisto? Vamos responder com sinceridade, com gratidão, com compromisso e com fé.

Daniel Zemuner, Maria Christina Vinholo, Pedro Leal Junior, Rodolfo Montosa

Igreja IPI