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O ponto de interrogação com sua curvatura instigante - e não o ponto de exclamação em sua reta imperativa - é a chave do conhecer. A implacável sequência dos “porquês” da criança revela o desejo de saber instalado em nós. Por isso, como Mestre por excelência, Jesus amava perguntas. Respondia perguntas com outra pergunta, falava em parábolas para gerar perguntas, fazia perguntas para provocar, estimular, ensinar, constranger. Ao longo do mês meditaremos em algumas das mais de cem perguntas feitas por Jesus, registradas nos evangelhos e que causam impacto até os dias de hoje.

Quem me tocou? Por onde Jesus passava uma grande multidão afluía de várias cidades, para ouvi-lo. Muitos eram curados, demônios eram expelidos e toda a forma de milagres acontecia. Em meio a esse burburinho todo, destaca-se uma mulher, sem nome, doente, desesperada, apenas uma mulher no meio da multidão, mas que tocou em Jesus de tal forma que dele saiu poder (Lucas 8.42b-48). Qual foi o segredo daquela mulher? Qual o mistério, a chave, a explicação para tocar no Senhor a ponto de receber dele um milagre? Ainda hoje estamos ouvindo: Quem me tocou? Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder.

Vocês creem? Foi o que Jesus perguntou aos dois cegos que vinham correndo atrás dele (Mateus 9.27-31). Interessante imaginar cegos seguindo o Mestre, gritando em alta voz: Filho de Davi, tenha misericórdia de nós! Esse título messiânico era normalmente associado a curas milagrosas. Eles sabiam o que queriam, mas Jesus os questiona: Vocês creem que eu posso fazê-los ver? Realizar milagres nunca foi um desafio para Jesus, pois tinha poder e autoridade suficientes. Mas a pergunta ecoa: Temos fé para crer na cura da cegueira física e espiritual?

Por que você duvidou? Uma pergunta que ficou sem resposta, houve silêncio no diálogo. Fico imaginando que repercussões foram geradas no interior do apóstolo Pedro ao ouvir a indagação registrada em Mateus 14.22-33. Diante de uma aparição assustadora, de um ímpeto de fé e coragem para andar sobre as águas, o apóstolo teve medo ao perceber a força do vento e das águas. Para vencer os medos que assombram nosso coração, precisamos responder, ainda que internamente, a doce pergunta de Jesus: Por que você duvidou?
Por que tanta ansiedade? Neste trecho do famoso Sermão da Montanha (Mateus 6.25-34), Jesus faz oito perguntas que deflagram o quanto seus ouvintes estavam preocupados quanto ao futuro das diversas necessidade da vida. O texto milenar revela que a ansiedade não é o mal do presente século, mas um mal que acompanha a natureza da humanidade. Suas palavras combatem a preocupação descontrolada com aquilo que poderá vir a acontecer no futuro, o sentimento perturbador que, além de não resolver o problema de amanhã, rouba-nos a força para enfrentarmos o dia de hoje.

É muito desafiador responder as perguntas que Jesus continua fazendo para nós. Ainda mais quando temos consciência de que ele sabe tudo o que se passa em nossa mente e coração. Vamos responder com sinceridade e verdade, abertos à ação transformadora que sempre vem a seguir.

Cilas Faria, Daniel Zemuner, Pedro Leal Jr, Rodolfo Montosa

 

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