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Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha (Mateus 7.24 – NAA).


Jesus deixou claro que existem duas maneiras que podemos construir nossa casa: sobre a rocha, ouvindo e praticando suas palavras, ou sobre a areia, ouvindo-as, porém não praticando-as. Disso dependerá se a casa ficará firme ou cairá diante das adversidades que se apresentam. Do Sermão da Montanha (capítulos 5 a 7 de Mateus), observam-se alguns contrastes bem claros que nos ajudarão a discernir o que é rocha e o que é areia. Vejamos alguns:

Sujeira é areia; pureza é rocha. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus (Mateus 5.8). Certa vez, um jovem resolveu visitar um artesão e percebeu que ele ficava assentado em frente ao fogo enquanto a prata estava sendo refinada. Tinha que saber o exato momento de retirá-la. Se a tirasse antes, haveria muita impureza. Se deixasse passar, a prata seria destruída pelo fogo. Muito curioso, perguntou: “Como você sabe o ponto exato quando a prata está purificada?”. Sorrindo para o jovem, o ourives respondeu: “É muito fácil! O ponto certo é quando eu vejo minha imagem nela”.

Ser insípido e invisível é areia; ser sal e luz é rocha. Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo.  Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte. Nem se acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto, mas num lugar adequado onde ilumina bem todos os que estão na casa. Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus (Mateus 5.13-16 – NAA). Ser luz do mundo e sal da terra é a maneira como Jesus nos vê. Vivendo assim, todos verão sinais do reino de Deus por meio de nossa vida e glorificarão nosso Pai celestial.

Ódio é areia; pedir perdão é rocha. Portanto, se você estiver trazendo a sua oferta ao altar e lá se lembrar que o seu irmão tem alguma coisa contra você, deixe diante do altar a sua oferta e vá primeiro reconciliar-se com o seu irmão; e então volte e faça a sua oferta (Mateus 5.23-24 – NAA).  Você já falou mal de alguém alguma vez na vida? Como se sentiu? Segundo estudos científicos recentes, certamente sentiu-se bem, pois, enquanto falou mal de alguém, seu cérebro liberou endorfina, serotonina, diminuindo o estresse e ansiedade. Agora, diga-me a verdade: você já ficou sabendo de alguém que falou mal de você? Como se sentiu? Nem precisa de estudo científico para dizer o quanto se sentiu desprezado, traído, ofendido, injustiçado. Pois bem, mesmo que falar mal de outra pessoa traga uma sensação inicial de prazer, causando até dependência dessa química liberada no organismo, é fácil perceber que torna o mundo hostil, destrói relacionamentos, prejudica ambientes.

Deserção é areia; perseverança é rocha. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados são vocês quando, por minha causa, os insultarem e os perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vocês. Alegrem-se e exultem, porque é grande a sua recompensa nos céus; pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vocês (Mateus 5.10-12 – NAA). Estas palavras caberiam muito bem na boca de Jesus: “Se vocês realmente vivem a minha vida, se vocês realmente me seguem, não serão amigáveis e agradáveis para o mundo, dominado pela crueldade e corrupção, mas desprezados e perseguidos por ele. Alegrem-se por isso!”.

Vamos, pois, plantar nossa vida sobre a rocha.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa