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Mensagem de 09.02.20


É chegado o credor para levar os meus dois filhos para lhe serem escravos (2 Reis 4.1b).
 

Era viúva, pobre, endividada, na iminência de perder seus dois filhos que se tornariam escravos dos credores. Em meio à calamidade financeira, Deus moveu-se em favor daquela família para dar provisão e livramento. Essa linda história (2 Reis 4.1-7) revela princípios importantes para dias difíceis.

Princípio da autoridade (v 1a). Clamou a quem era devido, pois era viúva de um dos discípulos dos profetas. Há um princípio de autoridade muito respeitado pelo Senhor e nem sempre observado pelo povo de Deus (Hb 13.7; 1 Ts 5.12-13). A bênção está junto aos seus líderes! Quem são os líderes que o Senhor estabeleceu em sua vida?

Princípio da necessidade real (v 1b). Muitos buscam por aquilo que não é essencial. Essa viúva estava correndo o risco de perder seus dois filhos por causa da dívida. De igual modo, a fragilidade financeira tem feito de muitos, escravos e reféns. Quais são suas reais necessidades?

Princípio do que temos em mãos (v 2). Ela não acreditou muito, pelo tom da sua fala: não tem nada em casa. O pouco nas mãos de Deus é mais do que suficiente: Moisés tinha uma vara (Êx 14.16, 21-22); Sansão tinha uma queixada de um jumento (Jz 15.15); Davi tinha uma funda e cinco pedras (1Sm 17.40, 50); Jesus e os discípulos tinham cinco pães e dois peixinhos (Mc 6.37-44). E você, o que tem “em mãos”, “em casa”?

Princípio da política de boa vizinhança (v 3). A prosperidade que o Senhor tem para nossa vida está ligada aos relacionamentos que temos. A viúva tinha um bom testemunho em sua vizinhança. Quanto melhor os relacionamentos, mais “vasilhas vazias” conseguiremos. Como está seu relacionamento com “seus vizinhos”?

Princípio da “porta fechada” (v 4). Eliseu ordena: fecha a porta (leia Mt 6.6). A porta fechada indica um tempo particular de busca da família necessitada. Mãe e filhos em busca de Deus, mostrando a vulnerabilidade um ao outro. Você tem fechado sua porta, junto com sua família, para buscarem o milagre de Deus?

Princípio da submissão (v 5). Talvez alguns de nós questionaríamos o profeta: “Não preciso de azeite, mas, sim, de dinheiro. Eliseu, que tal você chamar meus credores e acertar com eles?” Assim, muitas vezes as pessoas chegam esperando algo de maneira pré-formatada. Se a palavra e instrução não vêm como esperavam, vão embora. O que você rejeitou fazer?

Princípio dos limites (v 6). O azeite acabou porque as vasilhas acabaram. O Senhor deu o suficiente, mas poderia ter dado muito mais. Somos o próprio limite da ação de Deus. Quais limites foram estabelecidos por você mesmo?

Princípio da prioridade e diligência (v 7). Por fim, após o milagre, o profeta orienta a viúva que pagasse os credores e vivesse do resto do azeite. Ele estimula uma atitude prática e prudente. Quais são as prioridades para consertar suas finanças?

Assim como o Senhor se moveu nas finanças daquela família necessitada, ele continua desejando mover-se em nós. Ele é o Deus da provisão, do sustento, da libertação. Ele é o Deus que se move para abençoar seu povo.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa