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Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha (Mateus 7.24 – NAA).

Jesus deixou claro que existem duas maneiras que podemos construir nossa casa: sobre a rocha, ouvindo e praticando suas palavras, ou sobre a areia, ouvindo-as, porém não praticando-as. Disso dependerá se a casa ficará firme ou cairá diante das adversidades que se apresentam. Do Sermão da Montanha (capítulos 5 a 7 de Mateus), observam-se alguns contrastes bem claros que nos ajudarão a discernir o que é rocha e o que é areia. Vejamos alguns:

Promessas vazias são areia; “sim, sim; não, não” é rocha. Que a palavra de vocês seja: Sim, sim; não, não. O que passar disto vem do Maligno. (Mateus 5.37 – NAA). Diga não ao que distrai do foco, ao negativismo, ao ódio, à inveja, ao que produz morte, ao que perturba, à mentira, ao que o deixaria envergonhado se fosse descoberto. Diga não ao perfeccionismo, ao assédio, à injustiça, a todo tipo de opressão. Diga sim ao que realmente importa, ao que permanece, ao que traz paz, ao que constrói, ao crescimento, ao que é verdadeiro, ao que valerá a pena contar aos seus netos. Diga sim a uma conversa respeitosa e sincera, ao perdão, à esperança e ao amor.

Orfandade é areia; perceber-se como filho é rocha. Pai nosso, que estás nos céus (Mateus 6.9). Muitas canções, poemas, teses, livros foram escritos sobre a majestosa oração conhecida como do Pai Nosso. Ensinada pelo próprio Filho, só pode ser feita por filhos que são convidados a chamar Deus de Pai. Esse é o ponto de partida sem o qual nada tem valor na oração. Aponta nossos olhos aos céus, onde habita o Sublime, ao mesmo tempo que nos ensina a nos enxergar necessitados da sua graça. Ensina o caminho da libertação de toda culpa e peso, ao mesmo tempo que nos leva a nos comprometer a uma vida de perdão e amor.

Ritos e formalidades são areia; sinceridade e intimidade são rocha. Mas, ao orar, entre no seu quarto e, fechada a porta, ore ao seu Pai, que está em secreto. E o seu Pai, que vê em secreto, lhe dará a recompensa (Mateus 6.6 – NAA).  Forma e conteúdo fazem diferença na vida de oração. Segundo Jesus, a forma errada é orar para ser visto pelos outros; o conteúdo errado é usar vãs repetições. Casa na areia é essa aí. Já a forma correta é orar para ser visto pelo Pai. Isso acontece no ambiente privativo, no seu lugar de intimidade, no seu quarto, com as portas fechadas. Ali dentro é o lugar favorável para fluir o conteúdo correto de abrir o coração e fazer uma oração original, verdadeira, sincera, rasgada. Casa na rocha é essa aí.

Ostentação é areia; discrição é rocha. Mas, ao dar esmola, que a sua mão esquerda ignore o que a mão direita está fazendo, para que a sua esmola fique em secreto. E o seu Pai, que vê em secreto, lhe dará a recompensa (Mateus 6.3-4). Procurar a própria honra, não é honra (Provérbios 25.27b), já dizia o velho livro da sabedoria. Em outras palavras, é isso que Jesus está denunciando. Em sua perfeita opinião, todo aquele que busca fazer o bem para ser conhecido, reconhecido, elogiado, aplaudido pelas pessoas perde pontos para com Deus. É terreno arenoso esse de ficar ostentando as esmolas que se dá, anunciando na praça, tocando trombeta nas sinagogas e nas ruas. Não basta fazer o bem, tem que fazer bem-feito. E o bem-feito aqui é fazer com a motivação certa.

Vamos, pois, plantar nossa vida sobre a rocha.

 

 

 

Rev. Rodolfo Garcia Montosa