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Mensagem de 01.09.19


Porque desejo muito vê-los, a fim de repartir com vocês algum dom espiritual, para que vocês sejam fortalecidos, isto é, para que nos consolemos uns aos outros por meio da fé mútua: a de vocês e a minha
(
Romanos 1.11-12 - NAA).


Muitas são as vezes que a vida nos machuca. Sofremos perdas relevantes, passamos por luto, falimos em alguma de nossas iniciativas, “quebramos a cara” em algum de nossos empreendimentos, somos atacados por pessoas, surpreendidos por calamidades, desenganados por diagnósticos fatais. A boa notícia é que, para cada circunstância adversa, existe a provisão do consolo em Deus. Há consolo aos que choram, pois terão suas lágrimas enxugadas (Mt 5.4; Ap 21.3-4); aos que estão em luto, pois a ressurreição e vida eterna foram conquistadas por Cristo (1 Ts 4.18); aos que estão sobrecarregados, pois receberão alívio (Mt 11.28-30); aos que passam por aflições no mundo, pois Jesus venceu o mundo (Jo 16.33). Dentre muitas maneiras de como o consolo é liberado sobre nós, destaca-se a forma de uns aos outros.

Há consolo na presença pessoal: Porque desejo muito vê-los. Paulo tinha experimentado pessoalmente essa verdade em momento de grande tribulação: Porque, quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum alívio. Pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro. Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda de Tito (2 Coríntios 7.6 - NAA). Jesus também sabia do grande valor da presença de amigos e irmãos em momentos difíceis. Por isso, levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. E lhes disse: — A minha alma está profundamente triste até a morte; fiquem aqui e vigiem (Mc 14.33-34 - NAA). Da mesma maneira, precisamos de amigos, ou de nos tornarmos esses amigos, que estão bem pertinho no momento de dor.

Há consolo no repartir dos dons espirituais: a fim de repartir com vocês algum dom espiritual. Quando Jesus anunciou que o Pai enviaria o Espírito Santo, ele o chamou por mais de uma vez de Consolador (Jo 14.16, 26; 15.26; 16.7). Isso significa que é natural às manifestações dos dons espirituais promover consolo real e profundo. Paulo ensinou, por exemplo, que o que profetiza fala para as pessoas, edificando, exortando e consolando (1 Co 14.3 - NAA). Enquanto edificar traz o sentido de acrescentar algo de Deus e exortar traz o sentido de chamar para perto de Deus, consolar traz o sentido do falar de perto de Deus como um sussurro. Ou seja, o consolo acontece não somente na presença pessoal, mas na presença pessoal carregada da presença do Espírito Santo que habita em nós, e que se manifesta por meio de seu fruto e dons.

Há consolo no ambiente de fé mútua: para que nos consolemos uns aos outros por meio da fé mútua: a de vocês e a minha. Paulo revela a verdade de que a fé é fortalecida com fé: minha fé fortalece a sua, assim como a sua fortalece a minha. Esse intercâmbio potencializa o consolo. Ora, em sentido oposto, o consolo é prejudicado no ambiente da incredulidade e do desespero (oposto à esperança). Por isso, nada melhor para nos consolar do que a fé de alguém que passou pela mesma luta. Como está escrito: É ele [Deus] que nos consola em toda a nossa tribulação, para que, pela consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que estiverem em qualquer espécie de tribulação (2 Co 1.4 - NAA).

Mesmo que a vida nos machuque, encontramos alívio na presença de irmãos em Cristo, conforto no dom espiritual repartido, e bálsamo no ambiente de fé gerado. Ao sermos consolados, encontramos forças para continuar. Não vale a pena viver de maneira isolada, desconectada dos relacionamentos com os irmãos na fé. Integre-se em profundidade e experimente todas as bênçãos de Deus que são liberadas na vida de uns aos outros. E que, assim, o Senhor nos faça uma comunidade abundante em consolo.

 

Rev. Rodolfo Garcia Montosa